Porque em todo o mundo se ouve falar dos metros de Nova York. Dos centímetros, não.
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Talvez os metros possam ser convertidos em quilômetros; mas não em centímetros - sentimentos mínimos e ímpetos infinitos. Porque a gente está acostumado com a maioridade, até mesmo ao querer mudar o mundo. Mas que mundo mesmo? Viver a minoridade. Amar os restos - e quiçá os insetos mais do que os mísseis. Ver as coisas mijadas de orvalho. Ser "menor" sem "ser". Menor. Viver em centímetros - viver o que não tem medida, nem nunca terá.

3 de fevereiro de 2011

Voando no chao

Vi uma ave voando sobre a neve. Fotografei o sobre - e nao a ave, e nao a neve.

Uma ave voa sobre o lago coberto de neve no Central Park.
Andar à toa é coisa de ave.
Meu avô andava à toa.
Não prestava pra quase nunca.
Mas sabia o nome dos ventos
Lírios o meditavam.
Só tinha receio de amanhecer normal.
Penso que ele era provedor de poesia como as aves
e os lírios do campo.

Manoel de Barros (trechos do poema)

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