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Porque em todo o mundo se ouve falar dos metros de Nova York. Dos centímetros, não.
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Talvez os metros possam ser convertidos em quilômetros; mas não em centímetros - sentimentos mínimos e ímpetos infinitos. Porque a gente está acostumado com a maioridade, até mesmo ao querer mudar o mundo. Mas que mundo mesmo? Viver a minoridade. Amar os restos - e quiçá os insetos mais do que os mísseis. Ver as coisas mijadas de orvalho. Ser "menor" sem "ser". Menor. Viver em centímetros - viver o que não tem medida, nem nunca terá.
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Talvez os metros possam ser convertidos em quilômetros; mas não em centímetros - sentimentos mínimos e ímpetos infinitos. Porque a gente está acostumado com a maioridade, até mesmo ao querer mudar o mundo. Mas que mundo mesmo? Viver a minoridade. Amar os restos - e quiçá os insetos mais do que os mísseis. Ver as coisas mijadas de orvalho. Ser "menor" sem "ser". Menor. Viver em centímetros - viver o que não tem medida, nem nunca terá.
30 de janeiro de 2011
A neve se debrucava sobre os galhos
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20 de janeiro de 2011
18 de janeiro de 2011
And I catch the sun with my hands
Pois se é noite de completa escuridão
Provo do favo de teu mel
Cavo a direta claridade do céu
E agarro o sol com a mão
Provo do favo de teu mel
Cavo a direta claridade do céu
E agarro o sol com a mão
Waly Salomao
15 de janeiro de 2011
"Eu via a natureza como quem a veste" Manoel de Barros
| Esta semana numa rua de cidades do interior no interior de Manhattan |
Uma das melhores surpresas que eu tive foi descobrir ruas do interior pela cidade. A poucas quadras onde uma multidao de turistas tira fotos, ha ruas com poucos carros, pessoas andando de bicicleta e uma outra compreensao da cidade vivenciada por moradores. Os restaurantes mais importantes nao possuem destaque nos letreiros e milhoes de turistas passam na frente deles sem percebe-los. Mas o assunto ultimamente e' a forte nevasca que caiu especialmente sobre Nova York. Realmente foi grande e linda. Mas sobre a nevasca se ouve falar dos numeros de voos cancelados, da quantidade de neve e das comparacoes com anos e decadas anteriores. A nevasca foi realmente impressionante e tenho me surpreendido diariamente com a beleza e a quantidade. Mas talvez mais interessante seja falar da neve atraves das suas gramas, e nao das toneladas. Dos centimetros, e nao dos quilometros. Ao medir a neve em toneladas nao se enxerga as criancas fazendo bonecos, as sutis camadas sobre os galhos das arvores ou dos coracoes tropicais que fervem em seus cofres gelados aos estarem cobertos de neves pela primeira vez. E' anular as febres loucas e breves que mancham o silencio e o cais.
10 de janeiro de 2011
"Conhecer os desejos da terra. E fecundar o chao" Nascimento com Buarque
| "Nao gosto das palavras fatigadas de informar, dou mais respeito 'as que vivem de barriga no chao. "Manoel de Barros |
9 de janeiro de 2011
Por que a poesia nao pode ficar de quatro para gozar fora da zona da pagina?
POR QUE A POESIA TEM QUE SE CONFINAR
ÀS PAREDES DE DENTRO DA VULVA DO POEMA?
POR QUE A POESIA TEM QUE SE SUSTENTAR
DE PÉ, CARTESIANA MILÍCIA ENFILEIRADA,
OBEDIENTE FILHA DA PAUTA?
POR QUE A POESIA NÃO PODE FICAR DE QUATRO
E SE AGACHAR E SE ESGUEIRAR
PARA GOZAR
FORA DA ZONA DA PÁGINA?
Trechos de "Exterior" de Waly Salomao. Ou talvez trechos do interior de Waly Salomao.
8 de janeiro de 2011
7 de janeiro de 2011
6 de janeiro de 2011
5 de janeiro de 2011
3 de janeiro de 2011
Oh, ceus de Nova York, como farei para levar-vos pro ceu?
Mas, Quintana, eu tambem gostaria de levar para o ceu os ceus de Porto Alegre - e do Rio de Janeiro, e' claro. E muitos outros ceus que hao de vir.
2 de janeiro de 2011
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