Porque em todo o mundo se ouve falar dos metros de Nova York. Dos centímetros, não.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Talvez os metros possam ser convertidos em quilômetros; mas não em centímetros - sentimentos mínimos e ímpetos infinitos. Porque a gente está acostumado com a maioridade, até mesmo ao querer mudar o mundo. Mas que mundo mesmo? Viver a minoridade. Amar os restos - e quiçá os insetos mais do que os mísseis. Ver as coisas mijadas de orvalho. Ser "menor" sem "ser". Menor. Viver em centímetros - viver o que não tem medida, nem nunca terá.

2 de maio de 2011

Colaram no muro


Num muro do Soho, New York - as misturas de propaganda vão se confundindo com a arte


Quando ela dizia “we did it” não havia polícia. Seu rosto estava coberto por um lenço e pelos óculos de sombra. O pôster estava colado no muro branco,  e o rosto coberto, porque ali não se podia colar cartazes - não se podia até que alguém o colasse. Não se podia sem entrar em edital para transformar o muro em local de arte, sem esperar por um júri que decidisse se ali seria bem-vinda alguma intervenção artística. E nessa mistura de arte com propaganda, essa pop arte deixava um site, que alguém o rasurou num dia posterior. Intervenção sobre intervenção. Esta última talvez motivada pelo desejo da arte de rua não se transformar em “propaganda”, algo que realmente mereceria se sujeitar a seleção de editais.